Sipat 2010 Nossa meta e visão na Anglo American é a Zero Lesão. Isso exige que protejamos as pessoas contra sobre-exposição a riscos ocupacionais nos locais de trabalho. E, se uma doença ocupacional surgir, é nossa responsabilidade fazer tudo que for necessário para aprender com a experiência e implantar medidas que salvaguardem a saúde das pessoas.
Nós também promovemos ativamente a boa saúde do nosso pessoal. Todas as nossas operações dispõem de programas direcionados à manutenção e à melhoria da saúde dos empregados. Isso é demonstrado pelos programas de controle de saúde ocupacional implantados em nossas unidades. Estes programas conduzem exames em todos os empregados e terceirizados/contratados para garantir que todos estejam aptos a trabalhar com segurança e utilizem equipamentos de última geração, incluindo instalações para monitorar os efeitos de qualquer exposição a perigos para a saúde em nossos locais de trabalho.
Nossos padrões
O Anglo Occupational Health Way oferece um conjunto simples de requisitos internacionais para o gerenciamento dos riscos à saúde ocupacional. Seu principal foco é eliminar a exposição na fonte desde o projeto do local de trabalho, ou seja, aplicando soluções projetadas em vez de depender unicamente de controles pessoais como os equipamentos de proteção individual (EPIs).
Essa prática envolve a aplicação do princípio ALARP ("tão baixos quanto razoavelmente possíveis", em português) quando se trata de riscos que possam colocar em perigo a saúde e a capacidade de trabalho das pessoas na Anglo American.
Desenvolvemos, em colaboração com o Conselho Internacional de Mineração e Metais (ICMM, na sigla em inglês) e com o Instituto Internacional de Alumínio, um conjunto de definições para classificação de doenças ocupacionais que nos possibilita comparar o nosso desempenho em relação ao de outras empresas do setor. Um novo sistema de monitoramento e notificação está sendo introduzido para dar um apoio mais eficiente a todas as áreas do Grupo. Isso nos ajudará a mensurar a eficácia do nosso sistema de gerenciamento de condições perigosas e a apoiar a melhoria contínua.
Desempenho
O número de casos de doenças ocupacionais notificados na Anglo American cresceu, de 132 em 2008, para 545 em 2009.
Uma grande parcela desse aumento pode ser atribuída à melhor vigilância e à notificação dos casos de perda auditiva induzida pelo ruído (NIHL, na sigla em inglês), que cresceram de 62 em 2008 para 367 em 2009; a maioria deles era de casos pré-existentes. Houve também um aumento significativo de casos de tuberculose ocupacional (TB). Em consequência, a taxa de incidência de doença ocupacional por 20 mil horas trabalhadas cresceu de 0,126 em 2008 para 0,483 em 2009.
Como a maioria das doenças ocupacionais tem um longo período de latência, é difícil utilizar as estatísticas de hoje para mensurar a eficácia da estratégia atual de controle. Um novo sistema de monitoramento baseado na eficácia e na disponibilidade de controles está sendo introduzido e cobre basicamente as áreas de notificação e análise de incidentes. Ele se baseia no monitoramento intensivo do ambiente de trabalho de funcionários de todos os níveis e na notificação dos incidentes de saúde. Todos os incidentes serão acompanhados e a medida de controle que vier a falhar será reinstalada ou modificada. O objetivo é garantir que a exposição aos perigos à saúde não ultrapasse os níveis pretendidos.
Pandemia de influenza
A pandemia de influenza prevista ocorreu em 2009 e se espalhou rapidamente causando mais de 12 mil mortes em todo o mundo. O grupo de coordenação da Epidemia Influenza da Anglo American ativou sua equipe de resposta de emergência em abril de 2009. Todas as operações revisaram seu estado de preparação e seus planos de continuidade da empresa. O vírus que emergiu não era o perigoso vírus da febre aviária H5N1, mas um novo H1N1 que passou dos porcos aos humanos. Esse vírus era bem mais infeccioso e menos virulento do que o vírus da gripe sazonal e provocou doenças graves em mulheres grávidas e adultos com condições médicas pré-existentes.
O efeito dessa pandemia na Anglo American foi mínimo em termos de produtividade perdida e a disseminação da infecção nas operações da Empresa foi evitada pelo nível mais alto de conscientização e pela ação oportuna. Lamentamos, no entanto, que quatro funcionários da Anglo American em todo o Grupo tenham morrido em decorrência de complicações da influenza H1N1.
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