Diversidade
Como líder no setor de mineração, que tradicionalmente tem sido lento para atrair, reter e promover mulheres, a Anglo American conhece os desafios que precisa superar para atingir uma força de trabalho verdadeiramente diversa.
Cynthia Carroll com algumas empregadas em Barro Alto (GO)
É importante compreendermos e lidarmos com os desafios que envolvem se tornar uma força de trabalho verdadeiramente diversificada. Um dos maiores obstáculos para o crescimento em nosso setor é a pronta disponibilidade de pessoal qualificado. Assim, faz sentido para nós sermos capazes de extrair essa mão-de-obra qualificada de todos os centros de talentos disponíveis.
Outro motivo é ainda mais fundamental. É a coisa certa a fazer.
Mulheres na mineração
Muitas de nossas empresas desenvolvem programas para se tornarem empregadores mais atraentes para candidatos do sexo feminino e os campeões de "mulheres na mineração” têm sido indicados em vários locais ao redor do mundo. Na Anglo American Brasil, o número de mulheres avança ano a ano, Nas operações da companhia, em 2005 elas eram 143. Em 2006, 167. Em 2007, 175.
Uma amostra desse cenário cada vez mais feminino é a coordenadora do departamento de Preparação de Cargas da unidade da Anglo American em Niquelândia (GO), Adelita Quenet. Aos 27 anos de idade, ela tem 63 homens sob seu comando e não se vê em nenhuma outra atividade. E garante que sempre foi bem aceita na empresa. “Algumas pessoas ficam surpresas quando vêem uma mulher nesta função, mas no bom sentido: elas ficam admiradas.”
No projeto Barro Alto (GO), um exemplo dessa forte atuação das mulheres na empresa é a técnica em produção Leydiane Pereira de Souza. Com 28 anos de idade, ela está no Grupo Anglo American há quatro anos e já passou pelo departamento de exploração da unidade da companhia em Niquelândia. Leydiane comenta que, quando entrou no curso Técnico de Mineração, no Cefet (Centro Federal de Educação Tecnológica) de Goiânia, não conhecia muito bem o trabalho, mas, aos poucos, foi ficando fascinada pela Geologia. Na equipe de 13 pessoas que trabalha na parte de geologia da mina de Barro Alto, há quatro mulheres além de Lydiane.
Em Catalão (GO), Roberta Tavares de Freitas, com 32 anos de idade e na empresa desde 2002, supervisiona o trabalho realizado por contratados nos armazéns, além dos trabalhos de manutenção do local. Segundo a empregada, o respeito sempre alinhou o relacionamento profissional diário. “Quando meu pai entrou na empresa em 1983, o Grupo era bem mais fechado para oportunidades femininas. Mas, quando surgiram opções, cursei Processos Químicos e consegui ser umas das quatro mulheres admitidas”, comenta.
A presença das mulheres também é marcante na operação da Anglo American em Cubatão, onde não há atividades de mineração, mas sim de indústria química pesada, uma área tradicionalmente ocupada pelos homens. Lá, a coordenadora de Segurança do Trabalho Fabiana Abrantes Brazão é responsável pela segurança de todos os empregados e contratados da unidade, coordenando o programa de prevenção de riscos ambientais e minimizando os riscos de acidentes. Aos 31 anos de idade, ela tem 16 homens sob sua supervisão e garante que sempre teve bom relacionamento com a equipe.
Atingir os objetivos governamentais na África do Sul
Somos o maior empregador do setor privado na África do Sul e temos a responsabilidade de ajudar o país a cumprir suas metas de transformação.
A Anglo Platinum está avançando rapidamente no recrutamento de sul-africanos, em condições historicamente desfavoráveis, para seguir carreira na mineração. Até o momento, mais de 500 empregados já participaram e um programa paralelo de treinamento para cargos de supervisão beneficiou cerca de 4.500 pessoas.
Tudo isso de acordo com a estrutura regulamentar do governo da África do Sul para acelerar o progresso das condições dos cidadãos em desvantagem, inclusive mulheres. A Anglo American está fazendo um progresso sólido. Cerca de um terço dos recém-formados contratados pela Kumba Iron Ore, em 2007, era composto por mulheres e a Anglo Platinum conta hoje com sua primeira supervisora de mina. E é improvável que ela seja a última. Outras quatro mulheres já obtiveram seus certificados de supervisoras.
